quarta-feira, 4 de abril de 2012

Uma incauta ilusão

Um encontro...
Um sentimento que delira
Uma incauta ilusão
Um sentimento na solidão
Que se cansa, pede licença e se retira



Ilustração: Macanudo

terça-feira, 3 de abril de 2012

Eterno Espírito de Luz...



"Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim."



segunda-feira, 2 de abril de 2012

La Vie En Rose

Flores, carinhos bobos, sorrisos encantadores,
Brincadeiras, o simples, a bobagem
A surpresa, a rotina atrapalhada, o colo, palavras de amor,
Poesias, romance, paixão, tesão,  ficar fora do prumo                                     
Compartilhar o mesmo, o diferente,
Ensinar nas minhas inexperiências,
Dançar, dançar e dançar...
Um 'La Vie En Rose'...
Tudo isso será possível quando o encontro acontecer de verdade... de verdade...






                                                       La Vie En Rose/ Grace Jones

domingo, 1 de abril de 2012



                       Talvez, o grande pecado de uma librana, como eu, é não se aventurar...
                                           




Ilustração: Macanudo



                                                 
                                                          Ilustração: Macanudo

sábado, 31 de março de 2012




"Conheça todas as teorias, domine todas as técnicas, mas ao tocar uma alma humana, seja apenas outra alma humana." Carl Jung

O Sítio do Pica Pau Amarelo

Um lugar diferente, mágico, encantador
Sabor de infância
Lindo, lindo, lindo
Monteiro Lobato, você é fofo**...



"Um Lugar Diferente"

fofo** : incrível, gênio, fantástico, um ídolo =)








sexta-feira, 30 de março de 2012

"Eu quero ir pra rua"

EU QUERO IR PRA RUA

"Eu vou à cidade hoje à tarde
Tomar um chá de realidade e aventura
Porque eu quero ir pra rua
Eu quero ir pra rua
Tomar a rua
Não mais
Não mais aquela paúra
De ser encarcerada pra ficar segura
Já cansei de me trancar
Vou me atirar
Já cansei de me prender
Quero aparecer
Aparecer, aparecer
Eu sou da cidade e a cidade é minha
Na contramão do surto de agorafobia
Agora eu quero ir pra rua
Porque eu quero, quero ir pra rua
Levar
A dura de cada dia
Sair da minha laia, chegar na sua
Eu vou à cidade sem compromisso
Tomar um chá, um chá de sumiço no olho da rua
Porque eu quero ir pra rua
Eu só quero ir pra rua
Olhar a rua
Tomar, bem que se podia, ar fresco
Topar Banksy a pintar afrescos
Já cansei de me trancar
Vou me atirar
Já cansei de me prender
Quero aparecer
Aparecer, aparecer, desaparecer ..."






                                             Eu quero ir pra rua/ Paula Toller

quinta-feira, 29 de março de 2012

"Eros uma vez..."

                                        Segue uma fábula de Millôr Fernandes

                                               Eros uma vez...


Um dia, Aphrodite, posteriormente fonetizada para Afrodite (e traduzida para Vênus), não agüentou mais. Chamou o filhinho, Eros, conhecido também como Cupido, e disse:

- Pombas, qualé? Que é que adianta ser Deusa e linda, se toda hora tenho que entrar em concurso pra ver se ainda sou a maior? Agora é essa tal de Psychê! Vai lá e dá uma flechada nela, meu filho.

Cupido ainda tentou sair pela tangente:
- Por que, mamãe? Chama o Papai, que é o Deus da guerra.

Mas a mãe, venérea como era, apenas mandou que ele xarape a boca e obedecesse.

Eros, assim que avistou Psychê, caquerou-lhe uma flecha nos cornos, mas era tão ruim de pontaria que a flecha acertou-o no próprio coração. Desesperado de amor auto-infligido, Eros mesmo assim esperou a noite ficar bem negra pra possuir Psychê sem ser visto pela mãe, pelo público e – pasmem! – até pela própria atriz convidada, que, contudo, diante da performance dele, exclamou, gratificada:

- Rapaz, sinceramente, nunca vi nada mais erótico!

Porém, as irmãs de Psychê, chamadas Curiosidade, Perfídia e Prospecção, começaram logo a envenenar as relações da irmã com aquele desconhecido, afirmando que devia se tratar pelo menos do Corcunda de Notre-Dame ou do Homem Elefante na versão original. Curiosidade dizia:
- Se ele não se assume, é porque tem medo das grandes claridades. Vai ver, ele é o Eros-Close.
Perfídia ajuntava:
- Uma noite, manda Celacanto em teu lugar. Evita maremoto.
E Prospecção concluía:
- Mata ele. Um pouquinho só. Se é Deus como diz, depois ressusita em forma de butique.

Psychê não resistiu às más influências, e uma noite entrou na câmara escura em que Cupido dormia, levando uma lamparina numa mão e uma adaga na outra: “Vou lhe fazer um teste sexual pré-olímpico e depois enfio esta adaga em seus boIEROS.” Porém, quando a luz bateu em Cupido, e Psychê viu aquele gatão, ficou tão excitada, que... Nesse momento, porém, uma gota de óleo da lamparina caiu no ouvido de Eros, que acordou assustado, saltou de lado e desapareceu para sempre.
Durante dez anos, Psychê procurou em vão o seu amor. Afinal, subiu ao Olimpo pela escadinha dos fundos e implorou a Aphrodite:
- Minha querida sogra, por favor, me dá de volta Cupido, que perdi por ser muito cúpida.
Ao que Aphrodite respondeu:
- Está bem, vou te dar três tarefas. Se cumprir as três, eu te devolvo meu filho. 1ª tarefa) Enfiar o dedo no nariz de outra pessoa com o mesmo prazer com que enfia no seu. 2ª) Transformar 85 torturadores da polícia em outros tantos perfeitos democratas. 3ª) Descer aos infernos e me trazer a caixa preta (também conhecida como Boceta) de Pandora.


Psychê desprezou as duas primeiras propostas, pegou o primeiro buraco de tatu pro inferno e trouxe consigo a tal coisa de Pandora. Mas, no caminho pro Olimpo, não resistiu e resolveu olhar o que tinha na caixa. Imediantamente, de dentro da caixa fugiram todos os males do mundo – a inveja, a preguiça, o colégio eleitoral e o jornalismo brasileiro -, e Psychê desmaiou. Eros se materializou no mesmo momento, mais apaixonado do que nunca, e, olhando na caixa, viu que nem tudo estava perdido. Bem no fundo, escondidinha, lá estava a esperança. Por isso ele se casou com Psychê e tiveram três filhas – Volúpia, Titila e Tara – e três filhos – Aconchego, Deleite e Orgasmo.
Moral: A Psychêatria não resiste à Cupidez

"Quem olha para fora, sonha; Quem olha para dentro, desperta.” Carl Jung




sexta-feira, 23 de março de 2012

"Talvez"

"Talvez nunca mais se cruzem. Talvez ela mude de emprego, alugue um apartamento novo de frente para um pracinha com uma única árvore, comece a acordar às cinco da manhã, passe o café enquanto procura um par de meias, venda o carro, comece a pegar duas lotações para chegar no novo emprego, ache até bonito o uniforme, quem sabe canse no fim do dia, chegue atrasada no ponto de ônibus, não tenha o dinheiro para o táxi. Ele deve ter escolhido ficar em São Paulo, ou no Rio de Janeiro ou em Brasília, não importa aonde ele tenha ficado, talvez ele queira ganhar muito dinheiro, comprar um flat de frente para o mar, viajar para Dubai no próximo feriado, comprar um carro novo, pedir para alguém fazer seu café, ter uma sala só para ele no andar mais alto do prédio, sapatos de couro, meias bem alinhadas, talvez ele preferisse ternos mais claros, um cartão com limite mais alto. Eles não souberam quando começaram ou terminaram, se por algum momento a mágica do “nós” chegou a acontecer, se podia ser amor ter vontade de dividir uma pizza. Talvez ela quisesse somente uma companhia, alguém para chamar de “amor”, um par de meias novas no Natal e passear na pracinha que tem apenas uma árvore. Ele quis um apartamento maior, a estabilidade que pode ser superficialmente alcançada, um salário mais proveitoso. Nunca disseram adeus, nem até mais, nem qualquer outra coisa que desse possibilidade de um fim ou de um próximo encontro; terminavam as conversas com beijos, quando mais frios com abraços. Talvez ele a ame. Talvez ela quisesse saber disso. Por causa da mudez das emoções que sentiam, eles não sabiam que destino davam a si. O bonito deles é a coisa mais simples em suas histórias: de alguma forma silenciosa e cheia de esperança, eles esperavam um pelo outro, embora nenhum pedido tenha sido feito."

(Cáh Morandi)

domingo, 18 de março de 2012

"Sem Você..."


 Chico Buarque... como não gostar? Sabe nos traduzir sem nos conhecer... Um segredo que, talvez, só os poetas possuem... o conhecimento de uma alma...





Sem Você 2/ Chico Buarque

Ave Maria


Ave Maria
Nos seus andores
Rogai por nós
Os pecadores
Abençoai destas terras morenas
Seus rios, seus campos e as noites serenas
Abençoai as cascatas
E as borboletas que enfeitam as matas
Ave Maria
Cremos em vós
Virgem Maria rogai por nós
Ouvi as preces, murmúrios e luz
Que aos céus ascendem e o vento conduz
Conduz a vósVirgem Maria
Rogai por nós.

Composição: Vicente Paiva/ Jaime Redondo


domingo, 12 de fevereiro de 2012

Tornamento


I
A viagem dos teus cabelos -
estes cabelos povoariam legião de poemas
e as borboletas circulam indagando tua cintura,
incertamente. Teu corpo em movimento
detém uma significação de perfume.
O som de um violino conseguiria dissolver
um copo de ouro?

II
Houve reis que construíram seus nomes milenários
e poetas que governam palácios em caminhos.
Povos. Proêmios. Penas.
Mas toda você, um gosto só, matar-me-ia a sede
e teus pés e rosas.

III
Às vezes – o destino não se esquece -
as grades estão abertas,
as almas estão despertas:
às vezes,
quando quanda,
quando à hora,
quando os deuses,
de repente
- antes-
a gente
se encontra.

Guimarães Rosa  Além de escritor, ele também foi médico e diplomata. Mundialmente conhecido pelo seu Grande Sertão: Veredas

domingo, 5 de fevereiro de 2012

"A arte de viver juntos"

A seguir uma velha história indígena sobre relacionamentos...


A arte de viver juntos


Conta uma lenda dos índios sioux que, certa vez, Touro Bravo e Nuvem azul chegaram de mãos dadas à tenda do velho feiticeiro da tribo e pediram:

- Nos nos amamos e vamos nos casar. Mas nos amamos tanto que queremos um conselho que nos... garanta ficar sempre juntos, que nos assegure estar um ao lado do outro até a morte. Há algo que possamos fazer?

E o velho, emocionado ao vê-los tão jovens, tão apaixonados e tão ansiosos por uma palavra, disse:

- Há o que possa ser feito, ainda que sejam tarefas muito difíceis. Tu, Nuvem Azul, deves escalar o monte ao norte da aldeia apenas com uma rede, caçar o falcão mais vigoroso e trazê-lo aqui, com vida, até o terceiro dia depois da lua cheia. E tu, Touro Bravo, deves escalar a montanha do trono; lá em cima, encontrarás a mais brava de todas as águias. Somente com uma rede deverás apanhá-la, trazendo-a para mim viva!

Os jovens se abraçaram com ternura e logo partiram para cumprir a missão. No dia estabelecido, na frente da tenda do feiticeiro, os dois esperavam com as aves. O velho tirou-as dos sacos e constatou que eram verdadeiramente formosos exemplares dos animais que ele tinha pedido.

E agora, o que faremos? Os jovens perguntaram.

- Peguem as aves e amarrem uma à outra pelos pés com essas fitas de couro. Quando estiverem amarradas, soltem-nas para que voem livres.

Eles fizeram o que lhes foi ordenado e soltaram os pássaros. A águia e o falcão tentaram voar, mas conseguiram apenas saltar pelo terreno. Minutos depois, irritadas pela impossibilidade do vôo, as aves arremessaram-se uma contra a outra, bicando-se até se machucar.

Então o velho disse:

 - Jamais esqueçam o que estão vendo, esse é o meu conselho. Vocês são como a águia e o falcão. Se estiverem amarrados um ao outro, ainda que por amor, não só viverão arrastando-se como também, cedo ou tarde, começarão a machucar um ao outro.

Se quiserem que o amor entre vocês perdure, voem juntos, mas jamais amarrados. Libere a pessoa que você ama para que ela possa voar com as próprias asas.

Essa é uma verdade no casamento e também nas relações familiares, de amizades e profissionais. Respeite o direito das pessoas de voar rumo ao sonho delas. A lição principal é saber que somente livres as pessoas são capazes de amar.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Idílio...


Um idílio...
Um coração que continua encantado...
E um sorriso inebriante...
Uma fórmula inquietante...


Rod Stewart/ The way you look tonight

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

"Batatinha quando nasce..."

Uma vez disseram: ”Batatinha quando nasce, esparrama pelo chão, mamãezinha quando dorme põe a mão no coração...” E em certa ocasião, uma criança com a devida licença poética recitou: “Batatinha quando nasce esparrama pelo chão, quando se apaixona, ela doa seu coração...” Diante de tal “poesia” do pequeno infante, posso seguir com algumas reflexões... A batatinha desconhece o coração... certeza!!! Doar seu próprio coração? Compensaria??


O coração, aquele órgão muscular com átrios e ventrículos, com arquitetura fantástica, impetuoso, dominador, sem educação por querer sair pela nossa boca... acelera sem pedir permissão, então temos que nos auxiliar com nossa razão para assim tentar domá-lo, muitas vezes em vão, dependendo da situação. O coração, o rei do amor, é ardiloso, sagaz, sem o poder da racionalidade, de repente, sem mais nem menos, nos dá de presente milhões de borboletas coloridas, e um gigante arco-íris dentro do estômago!!! Os mais românticos diriam: "Que lindo!!!" Os freelancers da paixão diriam: "Quanta bobagem!! Borboletas, arco-íris? Afff!!" Aí, com todos esses elementos dentro do seu estômago, você se torna um Chico, Tom, Vinícius e vai para as ruas e faz uma serenata, hoje representada pelas redes sociais... Seu coração vai tomar conta de todo seu corpo. Todinho. Um ponto importante que vale ressaltar é que todo apaixonado deveria cuidar muito bem dos joelhos. Eles são importantíssimos nesse momento... Primeiro para rezar e implorar o coitado do Santo Antônio para dar uma mãozinha ou um milagre, depois para dançar, dançar muito com seu amor... (tá bom, vale qualquer dança, até aquela lá, aquela que a gente gosta, mas debocha muito toda vez que alguém está dançando) e por último seus joelhos lhe ajudarão em algumas atividades mais...mais... enfim...


Conselho para os "freelans"? Nenhum. Apenas um recadinho básico e indelicado: "Pega teu rumo e vaza mano, na boa!!" Conselho para a batatinha? Vá procurar seu tubérculo,  sem metades... Não doe seu coração, mas o compartilhe...

domingo, 29 de janeiro de 2012

"Um dia descobrimos..."

"...Um dia descobrimos que beijar uma pessoa para esquecer outra, é bobagem.
Você não só não esquece a outra pessoa como pensa muito mais nela...
Um dia nós percebemos que as mulheres têm instinto "caçador" e fazem qualquer homem sofrer ...
Um dia descobrimos que se apaixonar é inevitável...
Um dia percebemos que as melhores provas de amor são as mais simples...
Um dia percebemos que o comum não nos atrai...
Um dia saberemos que ser classificado como "bonzinho" não é bom...
Um dia perceberemos que a pessoa que nunca te liga é a que mais pensa em você...
Um dia saberemos a importância da frase: "Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas..."
Um dia percebemos que somos muito importante para alguém, mas não damos valor a isso...
Um dia percebemos como aquele amigo faz falta, mas ai já é tarde demais...
Enfim...
Um dia descobrimos que apesar de viver quase um século esse tempo todo não é suficiente para realizarmos
todos os nossos sonhos, para beijarmos todas as bocas que nos atraem, para dizer o que tem de ser dito... (...)
O jeito é: ou nos conformamos com a falta de algumas coisas na nossa vida ou lutamos para realizar todas as nossas loucuras...
Quem não compreende um olhar tampouco compreenderá uma longa explicação."
Mário Quintana

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

"Dia Branco"

As músicas, muitas vezes, têm a capacidade de nos ler...

"Dia Branco
Se você vier pro que der e vier comigo
Eu te prometo o sol se hoje o sol sair
Ou a chuva se a chuva cair.

Se você vier até onde a gente chegar
Numa praça na beira do mar
Um pedaço de qualquer lugar.

Neste dia branco se branco ele for
Esse canto, esse tanto de amor, grande amor
Se você quiser e vier pro que der e vier comigo.

Se branco ele for
Esse pranto, esse tanto, esse tão grande amor, grande amor
Se você quiser e vier pro que der e vier comigo."





domingo, 22 de janeiro de 2012

Às favas com...

"Aquele que luta pode até vencer. Mas aquele que, diante de uma batalha, simplesmente se recolhe, inevitavelmente vencerá." Este é um conselho chinês do século XI. Fala sobre o poder da água: a água conquista submetendo-se. Ela apaga o fogo, mas o fogo nada pode fazer contra a água, a não ser evaporá-la, mas ela – a água – continuará a existir em outra forma; a água passa pelo ar, que nada pode fazer para detê-la, mas é impossível respirar debaixo d’água; a água fertiliza a terra ou a transforma em lama, mas o que pode fazer uma rocha contra o mar? Resumindo: aprender a conquistar pela sutileza. Aprender a vencer assumindo uma postura de recolhimento e de introspecção... Reflexão... E foi mais ou menos isso que fiz, fiquei comigo mesma. Bom. Válido.... Muito válido...


Vontade de gritar com minha escrita!! Vontade de extravasar tudo que está sufocado.Não me importo se vou escrever bonito ou chique... foda-se!!!!!!!! Às favas com a elegância, com os bons modos. Raiva... muita raiva. Quero explodir... quem sabe sobram os cacos que me servirão para algo nessa vida? Palavras chulas em minhas mãos... Liberdade de aspectos de minha própria vida que já se encontravam velhos, gastos, superados. Estou entendendo também,  neste momento, que as dificuldades enfrentadas anteriormente ofereceram preciosas oportunidades que, na hora, não reconheci como positivas, mas que só agora pude perceber. Uma alforria de mim mesma. 


Não nasceu uma nova Daniela. De forma alguma!! Aliás, não gosto dessa terminologia, a gente não nasce, nós crescemos. Eu cresci. A delicadeza, o caráter, o meu tesão insaciável pela vida, a  minha avidez pelo conhecimento racional e emocional continuam.  Só que agora, quero ter mais para oferecer a mim e ao outro. E a história vai continuar sem ponto final...



quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Antes que a cortina se feche...

Sonhar, desejar e fazer são três verbos que habitam em nossas vidas... em todas, sem exceções. Sonhar, faz parte de todos nós, porque é o sonho que comanda (ou domina) as nossas vidas, e que nos faz viver e respirar todos os dias. São os nossos sonhos que nos mantêm acordados e com vontade de tornar tudo aquilo que queremos em realidade. Desejar também é sublime! Desejar alguém, alguma coisa, algum sonho ou a "própria e tão sonhada realidade"... desejar nem que seja aquele sorriso naquele dia, naquele momento. O Fazer parece que requer mais de nós ou nos exige mais. O fazer é relativo ... cada um faz à sua maneira. Ainda bem! Se fosse tudo igual, a vida seria saborosamente imbecil. O fazer é sempre aquela parte que nós queremos que corra da melhor forma e nem sempre é assim... fazer os possíveis e por vezes os 'impossíveis' para que 'a melodia toque'. Mas, o mais importante é o Tentar. E esse é o "Charles Chaplin" dos verbos, que de fato, nos traz algo em nossas vidas... e é daí que nascem os erros, as lágrimas, os sorrisos, os aprendizados, a saudade (que quase sempre vem acompanhada de um advérbio de intensidade) e enfim, a maturidade... é através do tentar que nos tornamos atores, produtores, roteiristas, dançarinos, comediantes, escritores, músicos de nossas próprias vidas... como o tal Charlie foi em seu cinema mudo... Hoje, estou triste. Tentei, mas não consegui... mas sei que aprenderei com mais essa lágrima. Pelo menos os sentimentos bons ficaram.

"A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso, cante, chore, dance, ria e viva intensamente, antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos." Charles Chaplin

**Dedico esse texto a uma pessoa linda que conheci e que merece minha admiração.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Um tesão insaciável

Como cresci este ano!!!! Um ano difícil, bom, muito bom, triste, muito triste, intenso, interessante, burro, extremamente burro, inteligente, sábio... muito sábio. Um ano comestível, intragável, sem ressalvas, dolorido... Mas faltou o quê? Ah... faltou a melodia afinada, a loucura tranquila, os sábios momentos insanos, a volta ao mundo...


Receita para um 2012 perfeito? Graças a Deus não faço ideia!! Aprendi a não ter planos enraizados... A única coisa que peço é que eu não perca meu tesão insaciável pela vida. Esse sim, será um grande companheiro... Um lindo e abençoado ano, com doces realizações...
Feliiiiiiiiiiiiiiiiiiz ano novoooo com muita energiaaaaaaaaaaaaaa positiva!!!!!!!!!!!
 


quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Um lindo ano para você...

Um dia qualquer, (esses que a gente não colocaria em nossa própria retrospectiva anual), encontrei por acaso 'letras encantadoras'. Então, esse dia deixou de ser um dia qualquer, aqueles que só tem 24 horas e nada mais, e se tornou... se tornou... poxa, não consigo encontrar uma palavra para definí-lo! Essas letras me despertaram um desejo enorme de dizer ao dono das poesias: "São lindas!!!"


Não consegui resistir ao ato de elogiar... Era para ser uma simples mensagem... com palavras simples... é bem verdade que eram palavras de encantamento, mas apenas uma mensagem de uma admiradora a um poeta. Esperava um obrigado ou no máximo um muito obrigado ou 'nenhum sequer envio'. Recebi como resposta uma alma jovem, intensa, linda e com um sorriso... nossa, como sinto vontade de rever aquele sorriso, tocá-lo.


Aonde eu estiver, sei que vou pensar em você e imaginar onde você estará no momento que 2012 chegar... Feliz Ano Novo. Fecho meus olhos agora e te vejo se entregando a algo que você tem o maior prazer de fazer... viver intensamente. Seja muito feliz... muito... muito...

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Meu feliz Natal para você...

Você se afastou... Mas eu estou aqui. Ah, sei lá... não sei o que dizer. As palavras fugiram de mim neste momento. Mas não se assuste, isso sempre acontece comigo quando sou possuída de extremo encantamento por você. Pra você pode "soar" sem sentido, mas eu, Daniela... ah... você sim... você ainda faz sentido para mim...
Hoje, queria ter podido te enviar um cartão de Natal. Aqueles bem coloridos com direito a Papai Noel 'cantante' entalado na chaminé... sim, estabanado como eu, mas com os braços cheios de carinho... Feliz Natal e um ano novo de sucesso, (quem sabe você escreve aquele seu livro...) você merece e tem capacidade para alcançá-lo.

domingo, 11 de dezembro de 2011

Portas semi-abertas...

Às vezes me confino atrás de portas abertas
Às vezes sou sua
Às vezes o meu sempre é só seu
Te escrevo da minha própria existência,
Onde nascem as ânsias, a infinita essência

Saudade dos seus braços abertos
Saudade da sua inteligência mascarando sua imaturidade
Saudade do seu sorriso desenhado de sublime intensidade

Não quero suas asas... tenho as minhas
Frágeis ainda... confesso.
O que eu quero?
Quero seu verso sem o inverso...

Meu time lindo...

Eu amo futebol. Acho que desde meus nove anos acompanho a tal arte feita pelos pés de sábios atletas... Não sou especialista no assunto, mas sei que essa arte já não é tão comum mais. Infelizmente não vi Pelé, Garrincha, Zico, Sócrates e tantos outros jogarem. Dizem que religião, futebol e política, "a gente não discute"... Em relação a religião (quer dizer, a fé de cada um), acho incoveniente "discutir" algo tão íntimo. Quanto à política, tenho minha singela opinião: poder e ser humano não combinam, nunca combinaram... mas o futebol... ah esse eu converso sim!! Disse converso, sem brigas, só brincadeiras. É repugnante ver "pessoas" brigando por causa de uma das artes mais deliciosas que conheço.  


Na época eu só conhecia o significado da bola. E o gol, obviamente. Hoje eu sei o que é impedimento (não sei explicar com minhas palavras, mas eu sei, eu juro!!!), atacante, lateral, banderinhas, etc... só não conheço as coitadas das mães dos juízes... enfim... eu ENTENDO de futebol, tá??? Porém, eu SÓ não entendo desse tal de esquema tático, mas isso é SÓ um detalhe... bobagem. 


Foi paixão à primeira vista, ele estava lá... lindo, charmoso, deslumbrante e vencedor, claro!!! E eu, na sala da minha casa, completamente encantada com aquela maravilha... Meu sonho é estar, um dia, no estádio e vê-lo jogar e levantar a taça... CAMPEÃO!! É bem verdade, que meu time lindo já ganhou zilhões de partidas, tem milhões de títulos, rs... mas ao vivo, com a minha ilustre presença no estádio, ele nunca ganhou coisa alguma, até porque, eu nunca vi meu time jogar "pessoalmente". Um dia, vou levar todo o meu jeito desajeitado e estabanado ao estádio e gritar, vibrar, pular e cantar aquele hino!! Só não levarei aquelas famosas plaquinhas " FILMA EU, TV!!"  "TÔ AQUI, MÃE!!! FILMA NÓIS!!" Nada contra, mas enfim... então né?


Perdendo ou vencendo, eu te amo...
Uma vez Flamengo, sempre Flamengo...